May 2010
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Manhã de setembro, um clima ameno, eu a espero na cheia plataforma do terminal de ônibus do metrô Tatuapé. Mais ou menos 10h, dia 13, a venda começa a borbulhar e um número considerável de pessoas começa a circular pelo lugar. Encostei-me na viga que sustenta o piso do metrô até o chão para esperar.
Aguardava por Carollen, atrasada, e de repente a vi no meio da multidão, como uma chama surgindo, e onde pisava brotavam flores. Vestia uma pequena camiseta listrada, meio que descombinada com a calça jeans desbotada. Andava graciosamente, e seus cabelos dançavam na medida em que ela caminhava.
-Bom dia Bernard, demorei muito? Desculpe pelo atraso.
Que lindos olhos, pensei, só queria abraçá-la.
-Esperaria mais se preciso. Ainda bem que chegou.
Subimos a escada rolante que liga o terminal até o piso de acesso ao shopping Tatuapé. Caminhamos por uns cinco minutos. O shopping estava abrindo, e só o pessoal que trabalha por lá circulava pelas galerias de lojas.
Enquanto subíamos um lance de escadas, segurei o braço de Carollen e fixei atentamente meus olhos na iluminada face dela.
-Carollen, estou muito feliz que estamos aqui!
-Bernard, é uma bela manhã, vamos fazer valer a pena.
Inclinei minha cabeça para frente. Ela estava um degrau mais alta que eu. Toquei seus lábios, da melhor e mais doce forma possível. Foi como beijar um anjo. Nos entrelaçamos em um fervoroso abraço e, com beijos contínuos, esquecemos por um minuto do mundo. Nos fundimos em um único ser, sem religião ou crenças, sem doutrinas ou paradigmas. Um ser que acredita apenas no outro, na fusão de almas para existir.
Era ali, exatamente ali que eu queria estar. Era ali que eu mudava o rumo que escolhi para as coisas. Ali, naquela manhã de setembro, o amor brotou de forma diferente, de forma singela e maravilhosa.
- Mais um trecho da minha graphic novel, Devaneios de um Jovem Perdido
Nobody ever loved me like she does
Oooo she does..yes she does
And if somebody loved me like she do me
Yes she do me Yes she does
I’m in love for the first time
Don’t you know it’s gonna last
I’ts a love that lasts forever
It’s a love that has no past
And from the first time that she really done me
Oooo she done me she done me good
I gues nobody ever really done me
Ooo she done me…she done me good
Don’t let me down, Don’t let me down
Don’t let me down, Don’t let me down
My hair is not cool.
My clothes aren’t cool.
My job is not cool.
My friends aren’t cool.
My music is not cool.
My books aren’t cool.
My movies aren’t cool.
I’m just uncool.
np: [movie] Valhalla Rising
“Minha respiração aumentava a cada abraço, e meu coração explodia a cada beijo. Podia sentir o paraíso em meus lábios, e isso me consumia cada vez mais rápido.
Queria eternizar aquele momento. Conversamos muito, sobre todas as coisas com e sem sentido. Perguntei mais sobre ela, falei menos sobre mim, vivemos um momento agradável e inspirador. Épico.
Após algumas horas, nos despedimos e parti com a maior felicidade da vida. Senti aquele desejo de estar perto, de querer perto. E, enquanto caminhava para o metrô, recebi uma mensagem de texto de Carollen, que dizia: “Estou com seu cheiro”. Aquilo foi de um certo jeito, tão simples e tão maravilhoso. Senti minhas células agitadas e minha pele queria saltar do corpo. Respondi “Estou com seu gosto”, de forma mútua, e ela também se agitou com isso.
Naquele dia, me tornei alguém diferente, e a partir dali, estabeleci um novo propósito: consquistar o coração de Carollen, e fazê-la entender que somos diferentes do resto do mundo porque somos iguais.”
- Trecho do graphic novel que estou escrevendo, ‘Devaneios de um Jovem Perdido’
np - Hooverphonic - 2Wick
“Went to my counselor
Bout how I feel
Everyone agrees
I could use some help
I love my girl
More than I love myself
She’s going steady
With someone else
I don’t know
What else to do
Said fuck me
Well fuck you too
I know it sounds real
Sad but true
Being alone
Is nothing new”
np: Gnarls Barkley - Whatever